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Apoesiadamente

Dando mente à poesia, indo da lágrima ao sorriso em duas linhas.

Como Desacreditar?

Ansiamos antes mesmo de saber o que é,
Vasta infância.
Quando achamos que entendemos, trocamos bala feito aliança.

Na Insegurança, na dor e no medo,
Pavor de talvez confirmar algo de errado em nós,
De descobrir que somos diferentes e que igual a gente ninguém sente

Erro infantil,
Cometido e não admitido até os dias de hoje.
Enquanto acaricio o pé do seu cabelo, eu sinto

Tento não gritar pro mundo
Nem sussurrar no seu ouvido, mas o faço.
Me declaro, sem receio e amparo

Pois essa é a resultante,
É esse o motivo, e não confio no contrário,
Porquanto a conclusão é extinta,
Conflitante, irritante e um verdadeiro calmante.

Como a sua barba em minha pele, – dita por você, macia -,
O reconhecimento facial,
A decodificação do seu olhar de negação..[…]

Momentos de conjunção, pelos quais todos se apressam, veneram.
E repelem por não saber o que agregam.

À medida que se enganam, escuto seu coração bater,
Assim eu sei,
Eu sinto,
Que toda dificuldade é simples quando você está comigo.

 

E ao seu olhar, tem como desacreditar?

 

 

#APoesiaDM

#EspecialDiadosNamorados

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Post Destacado

Ciclo

A reta em seu semblante me condicionou;
a mapear os pontos rígidos que nela fixaram,
a recriar o traço.

Singular de quem pinta arte
e escorre do mesmo ponto diversas vezes,
De quem ensina com frequência e se esgota por resiliência.

Tentei, lancei curvas tênues,
por fim, deslocou o mirante à mim,
que sem controle grito versos,

Aplaudo da coxia, e admiro quem a usa como porta de entrada.
Sujo o jeans na calçada,
no quintal de meu domo

Onde escrevo monólogos e retenho o sumo, poupa que não merece dono.
Volto a retilínea estrada,
repetitiva,
onde a pressão se mantém todo dia, hora que a alma recria.

Que meu ser deixa de ser compacto,
que o belo passa a estético por se fazer entender,
onde o breve contato vira dever, e o ciclo continua girando,
à medida que me permito viver.

 

 

#APoesiaDM

Post Destacado

Ela Passou Por Aqui

Ela vive nos anos oitenta e recita Cazuza,
É fã de humanas mas exerce exatas,
Sua luta.

Encucada com a fórmula agregada,
Demoliu os degraus da escada.
– Belos freios,
Ela não curte esse conceito
Dança sobre a corda bamba mesmo.

Gosta do calor que o corpo gera
Por isso eu queria ser como Ela
E saltar do prédio de minhas velhas ideias.

Quem é Ela?
Que a cada curva da estrada escura, continua,
Desbravando o breve viver
Invertendo as telas da rua…

“Normal”, Ela não busca ser,
Acolhedor não deve-lhe parecer.
À margem das probabilidades,
Sem o ardor e o fervor,
De um peito queimando de felicidade.

Ah! Como eu queria essa fórmula ter,
Refresca a mente, desse ângulo ver
E demasiadamente perdido, costumo dizer.

Ela vive nos dias de hoje e luz incide,
Sem nos ver, o saber transmite.
Ontem passou por aqui,
Hoje, quem sabe te ajude a refletir.

 

 

 

 

#APoesiaDM

Post Destacado

Falta

Falta espaço pra escrever,
Pra aproveitar você
Pra te devorar sem em nada preceder,

Pra deitar,
Pra ouvir o silêncio
E respirar.

Pra esperar os dois minutos da torrada,
Aguardar a cor do sinal mudar,
A roupa secar…

Então eu corro,
E como eu queria andar sem correr,
Me arrastar e mergulhar.

Escrever um poema sem cronometrar.
Prazeres não mais provados,
Levados, 

Como a minha camiseta sempre foi pelo vento, 
Que hoje não sinto, 
Pois falta-me tempo.

#APoesiaDM

Dor Involuntária

Palavras sujeitas ao desespero,
Sem demora, um anzol é lançado à orta,
Raspa, fere o tecido,
E meio abalada a alma implora

Lesionada prosegue,
Põe sua máscara e desfila feito lebre,
Inocente, atrai atenção
E sem noção ignora o perdão.

Animais e humanos não são iguais
Você e eu não somos tais
Que lançam amor,
Vegetativos, vomitamos dor.

Meu bem, saiba se pôr,
Se recompor 
E a cada novo dia aguentar a dor.
Eles esmagam sem perceber 
Esses erram sem saber.

#APoesiaDM


Voo – #DiasDourados

– Dizem, que a Menina e o Herói é um fato e não um conto.

 

Ele a ensinou a amarrar o cadarço,
Preparava seu café
E a lembrava de pegar o casaco.

Era o super herói dela,
Correndo com sua bicicleta,
Tinha o poder de prender sua atenção,
De soprar a vela feito um furacão,

De fazer-la sorrir,
Só de ouvir o barulho de seu baixo voar.
Dele emanava um olhar,
Tal feito, era só dele,
Na arte de ensina-la a tentar.

Todavia, ele ali estava,
Fosse pra aconselhar
Ou dentro de um dia ruim, dar-lhe um olá.

A menina o deixou,
Na capa de um semi-herói voou
E nunca mais voltou.

Ele ainda vive por lá
Já não voa tão alto
Mas guarda o fato,
De ter vivido dias dourados.

 

 

 

#APoesiaDM

Hey leitor, agradecida pela visita!

Caso seja o primeiro texto do #APoesiaDM que você tenha lido, hoje é o seu dia de sorte, esse conto é mágico, dizem que ele traz a memória, dias que você não traria sozinho.

Correndo pelo Clichê

Buquê ao chão
Se soltou da minha mão,
Enquanto ele ajoelhava
E com tal feito me assustava.

Espantada perdi o equilíbrio
Não era um acidente ou um assalto
Só me fez descer do salto
E recitou aquele verso lindo,
Aquele, do meu poeta favorito.

Os sorrisos a nossa volta se mantinham,
Onomatopéias aclamavam com fascínio,
O ar perdiam
Ar que eu tinha.

Estava tão colorido o dia;
O céu pintado de cinza,
O sol há semanas não aparecia
Pressa na cidade não havia,
Que esperava, olhava e comprimia.

Já meu ser, mirava a sobremesa na placa da esquina
Crocante e caramelada
A boca salivava,
Com joelhos na calçada ele continuava

Lentamente eu piscava
Ventava, trovejava
E seu cabelo não mexia,
Olhava-me encantado
E com os olhos sorria.

– Pronta pra dizer.
Tremor eu senti
Meus olhos abri
E sozinha ri

Em meio a coberta o beep vibrava,
Com alívio acordava,
E assim encerrava o clichê
Deveras sem graça.

 

 

 

#APoesiaDM

Quatro Luas

Foram dias me reorganizando;
Críticas, conceitos e blá.
Nada bom vinha de lá,
Contei quatro luas sem grifar.

Minha máquina estava quebrada.
Em total desespero, recorri ao travesseiro e tentei concertar.
Localizar o motivo de não estar a falar,
De não conseguir nem um verso pronunciar,
Continuei a girar e girar

Rodei por todos eles;
Os esquemas de proteção do inconsciente, do sub à mente.
Nada achei
Nem o sono encontrei.

Pela manhã o celular vibrou
E ouvindo uma voz chorei, eu solucei.
Não era nada do que cogitei,
A máquina nem arranhada estava.
Já o meu bobo coração
Nunca vai tirar você da pauta.

 

 

 

#APoesiaDM

Zumbis

Não siga as palavras desse verso com esse raciocínio.

Grifo dançado; porque o mundo precisa de um discurso alternado.
Paralelo ao ódio espalhado
Gentil com um coração ainda humanizado.

Porque o racional corre atrás do rabo.
Persegue o afago e fere o influenciado.

– NÓS
A cada virada de olho, comentário desnecessário e essa podre visão de adversários. Fizemos e fazemos isso.
Forçamos um ciclo de abismos.

Por isso não evito
Recito o amor de qualquer jeito
A qualquer eleito
Tenha ele um ou mil defeitos.

Pois o alerta passou de vermelho
Alguma opinião ou conselho?
O corpo bom já não se deita
Não dorme e há dias cheira.

 

 

 

 

#APoesiaDM

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